{"id":179,"date":"2021-03-05T21:34:52","date_gmt":"2021-03-06T00:34:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hangar110.com.br\/cartazesquecontamhistoria\/?p=179"},"modified":"2021-08-17T12:22:29","modified_gmt":"2021-08-17T15:22:29","slug":"1998-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hangar110.com.br\/cartazesquecontamahistoria\/1998-2\/","title":{"rendered":"1998"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Dia 17 de outubro, o dia em que tudo come\u00e7ou. Na verdade n\u00e3o, tudo come\u00e7ou alguns meses antes, quando marcamos com o Marcelo Donald, vocalista e um dos fundadores da banda Gritando HC, a inaugura\u00e7\u00e3o do Hangar110. Foi uma corrida contra o tempo, pois ainda est\u00e1vamos reformando o galp\u00e3o da Rodolfo Miranda. N\u00e3o havia dinheiro, j\u00e1 t\u00ednhamos vendido tudo que pod\u00edamos e est\u00e1vamos aproveitando todo o material reciclado que o im\u00f3vel tinha na \u00e9poca da loca\u00e7\u00e3o. Trabalh\u00e1vamos todos os dias de segunda a segunda.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro show j\u00e1 estava acertado com Gritando HC, CPM22 e Imperpheitos da cidade de&nbsp; Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLembro que as 19hs00 abrimos e a rua estava escura. Corri at\u00e9 o telhado e instalei um refletor para iluminar a entrada enquanto as pessoas estavam se aglomerando, aguardando a abertura da casa\u201d. (Marco Badin)<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas come\u00e7aram a chegar, por\u00e9m o tempo foi passando e o Imperpheitos n\u00e3o chegavam. N\u00e3o quer\u00edamos logo no primeiro dia falhar com o hor\u00e1rio, ent\u00e3o o Donald conversou com a segunda banda e eles aceitaram tocar. E com isso o nosso palco foi inaugurado pelo CPM22. Imperpheitos conseguiram subir a serra, se apresentando na sequ\u00eancia e finalmente, a noite foi encerrada pelo carism\u00e1tico Gritando HC.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ano de poucos shows, foi um per\u00edodo de expectativas onde tudo era novo para todos. Para o Hangar era um momento de observar, estudar e aprimorar o projeto. Formatar o modelo de neg\u00f3cio que fosse vi\u00e1vel para todas as partes. Para as bandas talvez mais um lugar como qualquer outro, at\u00e9 porque pairava sob o ar uma certa desconfian\u00e7a, ser\u00e1 que \u00e9 um lugar com uma proposta s\u00e9ria?<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim foram shows ic\u00f4nicos como a Volta do Olho Seco com nova forma\u00e7\u00e3o e uma das bandas punks brasileira mais respeitada no mundo, C\u00f3lera.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca a arte de um cartaz, que cham\u00e1vamos de arte-final, ainda se fazia com colagens, fotos e montagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse primeiro ano, foram poucos shows e quase todos os cartazes foram feitos com essa t\u00e9cnica que era muito usual na \u00e9poca, o <em>paste-up<\/em>, que consiste em recortar palavras de revistas, jornais ou at\u00e9 mesmo de uma impress\u00e3o ( sim j\u00e1 t\u00ednhamos computadores) e mont\u00e1-las conforme a conveni\u00eancia. Nos anos 70 e 80, especificamente de 76 pra frente, era muito usada nos folhetos, zines, cartazes e discos de punk rock. De uma maneira mais despojada, recortada a m\u00e3o para&nbsp;passar a mensagem&nbsp;&nbsp;\u201cdo it yourself\u201d, fa\u00e7a voc\u00ea mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos encontrar essa t\u00e9cnica nos cartazes de 1998 nos shows do Olho Seco, C\u00f3lera e em 1999 nos shows do A\u00e7\u00e3o Direta, Olho Seco e Holly Tree. Em 2000 no show do Zumbis do Espa\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 17 de outubro, o dia em que tudo come\u00e7ou. Na verdade n\u00e3o, tudo come\u00e7ou alguns meses antes, quando marcamos com o Marcelo Donald, vocalista e um dos fundadores da banda Gritando HC, a inaugura\u00e7\u00e3o do Hangar110. Foi uma corrida contra o tempo, pois ainda est\u00e1vamos reformando o galp\u00e3o da Rodolfo Miranda. 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